PREMIÈRE NUIT DE L’ANNÉE

janeiro 9, 2010

 

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
 

Fernando Pessoa

Las invasions barbares

janeiro 9, 2010

Por Ana Viana

O diretor canadense, Denys Arcand, da continuidade do até então melhor filme de sua carreira, “O declínio do Império americano”, com  o premiadíssimo “As Invasões Bárabaras. Os personagens são os mesmos, retratados quinze anos após o primeiro longa, onde cada personagem apresenta um destino bem provável através de um retrato ficional intercalado com o estilo documentário, traduzindo-se em um longa realista e comovente. Pertinente assistir a primeira história, para poder compreender cada personagem e a situação que cada um vive tempos depois, porém a continuação basta-se sozinha, sendo desnecessário a obrigatoriedade de assistir o “Declínio”.

O longa discorre sobre a história de Rémy, professor de história de uma universidade, que está em estágio de câncer terminal. Sua ex-mulher comunica aos seus filhos a respeito da situação do pai, e seu filho, Sebastién, um bem sucedido capitalista linear que trabalha na bolsa de valores de Londres, abandona a cidade e vai de encontro ao pai, que se encontra em um hospital público no Quebec. Porém, pai e filho não se comunicam há anos, tendo uma relação extremamente conturbada, onde pai tem suas ideologias idealistas e filho um garoto pragmático e previsível, justamente tudo aquilo que o pai repudiou a vida inteira.

 Logo de início os dois já brigam e a situação parece se dar inconcebível. Porém, o filho, a sua maneira de demonstrar carinho, com todas as regalias que o dinheiro pode lhe oferecer, usufrui de cada centavo para satisfazer as vontades do pai e lhe dar uma despedida decente, mas sem mostrar nenhum gesto afetivo. Transfere seu pai para o andar debaixo do hospital, onde cuidadosamente reforma de maneira a ficar agradável, chama os amigos antigos do pai para passar os últimos momentos ao seu lado (entre eles suas amantes), consegue emprestado a casa de campo de um dos amigos do pai e ainda com a ajuda da filha junkie de uma das amantes, compra heroína para aliviar a dor dos últimos momentos, pois segundo um médico amigo de Sebastién, a droga era utilizada em teste com pacientes terminais. Não se questiona o uso ou não da substância e sua alusão não tem questão analítica.

Assim, utilizando de vários recursos aparentemente inesgotáveis, Sebastién compra para o pai a ilusão que ele gostaria de viver, conforme sua ideologia. Até seus alunos, que pareciam a Rémy, não se importarem com a sua internação, fato o que o deixou chateado, aparecem para saudá-lo no hospital. Rémy fica contente com esse gesto, porém, mal ele sabe que seus alunos foram comprados por seu filho, a fim de lhe dar todo aquele sonho que ele acredita. Uma leitura que pode ser feita da intenção do diretor é de mostrar ao espectador de que tudo aquilo é um sonho realmente, uma utopia,que na atualidade tudo gira em torno do dinheiro, que conversas ideológicas e movimentos sociais ficaram no passado, vivem no passado e não passam de pura sombra de um momento que hoje não existe mais. Arcand mostra que hoje tudo é movido através do dinheiro, que a sensibilidade não existe e que os interesses são puro monetários.

 Quando Rémy lhe pergunta a sua nora se ama seu filho ela lhe responde: “Amor, sempre escutei o que era o amor, e anos depois meus pais se separaram. Não quero dar isso aos meus filhos”. Quem sabe mais consciente a menina sem expectativas de ilusões amorosas, do tal amor sem fim, daquele amor que é muito bonito nas telas porém difícil de manter na vida real. Tudo isso mostra o reflexo de uma geração que brincava de amar, sem saber o que é esse sentimento, confundindo paixão e amor, sendo completamente egoístas e individualistas, se preocupando mais com o bem a si mesmo do que pensar no bem das pessoas ao seu lado. Rémy era um desses casos.  Típico idealista, intelectual, falava bem, comia bem, tinha uma família e filhos e vibrou a vida inteira por amar varias mulheres, não escapando nem as amigas da sua ate então mulher. A vidinha simples e rotineira é muito cafona, a vida é muito mais prazerosa quando vive-se os sentidos e ama-se loucamente. Além de tudo isso vale passar por todos os movimentos, desde o comunismo ao taoísmo, tudo isso mostrando ser um “intelectual”,uma pessoa a frente do tempo, mas tão a frente do tempo que acaba só, internado em um hospital, tendo pessoas comprados para dizer que lhe amam. Onde esrtá todo aquele sonho de Rémy? Um Rémy que ao chegar a beira da morte chora por não entender qual o sentido da vida, um indivíduo que não sabe para que veio e teme a morte ao deparar-se com ela. Remý morre sem tranqüilidade e sem ter encontrado um sentido para sua vida.

Os ideais pensados por Rémy e seus amigos, são revisados de forma cínica e realista. Arcand questiona a geração de 60 e seus ideais, os libertários, os da amizade, além de questionar a finalidade da religião,onde ilustra durante uma passagem onde todos os santos e esculturas católicas não possuem nenhum valor “monetário”. Pode-se fazer uma leitura da decadência das religiões e da desvalorização da crença.

Sebastién ao mesmo tempo que cuida da morte do pai trabalha por meio de seu telefone, talvez uma tentativa do diretor de mostrar que o moço não se deixa abater com o que esta passando, traduzindo a primeira vista em uma pessoa sem sentimentos e fria, em um outro olhar pode-se dizer que a vida o tenha ensinado a ser mais racional que sentimental. Talvez o único momento de afetividade de Sebastién se encontre no momento da despedida com seu pai e no pequeno flerte com a junkie girl, Nathalie. A moça, por ter sido o anjo da morte de Rémy, a pessoa que lhe levou ao outro lado e assumidamente a única que realmente ficou sentida com a morte de Rémy, acaba presenteada com a casa de Rémy e seus milhares de livros. Para os outros parecia uma despedida, um tchau, ta, acabou é isso.  Agora volta-se a trabalhar e a cada uma vai viver sua vida. Nathalie, sem muitas explicações resolveu abandonar sua vida de vícios e tentar ter uma ivida normal, obviamente que essa menina tinha uma relação conturbada com a mãe, uma  mulher promiscua que desde jovem levava milhares de homens em sua cama, na frente da menina, sem esconder e sem sentir o menor remorso. Como de se esperar, continua na mesma, com seus amantes acompanhando sua cama e indo embota ao amanhecer. Uma vida leviana na qual deixou uma filha sem crença e desacreditada tendo que se refugiar na droga.

Pode-se encontrar algumas pessoas que fogem do padrão niilista, como o caso da mocinha que não aceita o dinheiro de Sebastién quando se sente sensibilizada com a eminente morte de seu professor. Também é ilustrado na personagem da enfermeira que diz a Rémy que a única coisa que ele precisa é ter fé, dando a mostrar que  mesmo que a religião seja desacreditada, no sentido individual a fé ainda esta lá, presente no ser humano, por mais esquecido que esteja. Toca a ela ser a pessoa responsável por mostrar tanto para o pai e para o filho sobre seus sentimentos. Primeiro diz a Rémy que nenhum filho veio de lugar nenhum para se despedir e ver o pai, que o caso de Sebastién era algo raro, e sim era demonstração do amor do filho pelo pai. Também ela diz a Sebastién no momento antes de sua despedida com o pai, que o diga que lhe ama, que esse gesto, aparentemente sem valor, é de extrema importância e capaz de deixar Rémy  realizado.

Condenados a liberdade

janeiro 9, 2010

 

Por Ana Viana

O homem está condenado a ser livre. Talvez essa seja a mais célebre frase de Sartre. Sartre foi um filósofo francês, esquerdista, que chegou a recusar o premio Nobel por causa de sua militância. E sim, ele era o homem de uma das mulheres mais mulheres de todos os tempos: Miss. Simone de Beauvoir.

 Jean Paul Sartre nasceu em 1906 e ainda neném perdeu o Pai, que contraiu uma doença em uma missão na conchinchina (sim, esse lugar pelo jeito existe). Foi então morar com os avós, onde dividia o quarto com a mamãe, mas a considerava mais sua irmã do que mãe. Quando se mudou para Paris começou a ter contato com leitura clássica, além dos quadrinhos, seu passatempo favorito. A partir dai começa a escrever pequenos textos. Faz faculdade de filosofia e se torna um membro popular no local, muito querido por todos. Ali, acaba escolhendo o grupo ateu e pacifista. Tenta seu primeiro mestrado e reprova, mas passa na segunda tentativa em primeiro lugar.  Serve à segunda Guerra Mundial como meteorologista, após se alia a Resistência Francesa, torna-se amigo de Camus, mas rompe a relação publicamente anos mais tarde por Camus ser contra Stalin. Escreve o seu livro mais famoso “O ser e o nada” em 1943 e alguns anos depois se torna ativista no movimento comunista. Tais atos o renderam o renome de existencialista político. Conhecido como o intelectual engajado, Sarte busca colocar seu pensamento nos moldes marxistas. Em 1968, “o ano que não terminou”, ele fica ao lado dos estudantes nos movimentos estudantis (um dos maiores foi em o de maio em Paris). Colabora na elaboração de um dos jornais literários mais conceituados “La Liberacion”. Facele em 1980.

O SER EXISTENCIAL

Que o existencialismo já existia antes de Sartre, isso é fato. após a segunda guerra, para descrever suas filosofias, o filósofo resolveu classificá-las de alguma forma especifica, e a essa classificação ele chamou  de existencialismo. Mas o que seria esse tal do existencialismo?

Inspirado em Nietzsche, Kant, Shopenhauer entre outros, Sarte era existencialista, acreditava no ser humano e não na fé, no Deus. o homem é condenado a ser livre. O que ele quis dizer com isso é que tudo depende de nós, de nossas escolhas, nós moldamos nossa essência, ao contrario de uma idéia onde o homem é pré moldado.

Conhecimento intelectual é diferente do conhecimento sensível. Ta mas o que isso tudo significa ein?? O que é esse tal de em si e para si? Vamos pegar um exemplo prático, como o explicado por Daniel Cariello no jornal literário Le monde Diplomatique ( era um caderno do jornal Frances Le monde, que ganhou vida própria)o Le Monde Diplomatique tem a sua versão brasileira e pode ser acessada pela internet. Mas vamos a explicação do si para siiiiii…

Segundo Daniel “o Em-si é um objeto qualquer que possui uma essência definida, criado para suprir uma necessidade, tipo um sanduíche de mortadela, uma calça capri ou uma bandeira do Vasco.

Já o Para-si cria as relações funcionais e temporais entre os seres Em-si. Por exemplo, é um sujeito que acorda, dá uma bocada no seu sanduíche de mortadela, veste a calça capri e pendura a bandeira do Vasco na janela.”

Se entendemos bem, o em si é aquele objeto “intelectual”, que pode ser definido pela lógica, razão, pelas ciências puras.. agora o conheciemnto sensível depende da experiência do ser.. da vida e das escolhas do ser. Por isso que Sartre falava que essa historia de penso, logo existo era tudo marmelada, a gente existe antes de tudo, e ai fazemos nossas escolhas, como seres pensantes. resumindo:a existência é anterior a essência.

O inferno são os outros.

Individualista ao extremo. Essa é a primeira coisa que se pode dizer sobre o existencialismo, alias, esse é o ponto em comum dos filósofos existencialistas, pois a sua filosofia varia muito de pensador à pensador.

Ele é tão pessimista, ele faz parte daquela leva de que o ser humano não vale nada, é um simples sopro diante da magnitude do universo bla bla bla, que para ele o ser humano vive tentando ser alguma coisa, mas a sua totalidade é aquilo que ele nunca vai alcançar, a não ser é obvio, quando morrer. Então somos seres incompletos que buscamos em vão por algo que nunca iremos encontrar me vida.

 

Camus et l’étranger

janeiro 9, 2010

Por Ana Viana

Albert Camus nasceu em 1913 na Argélia e com apenas um ano de idade teve seu pai morto pela Primeira Guerra Mundial. Sua mãe era analfabeta, mas por conta da descendência espanhola consegue uma bolsa escolar para os filhos o que ameniza a dificuldades familiares que enfrentou em sua infância. Camus obteve uma educação francesa e sempre foi um exemplar aluno; possibilitando assim sua entrada na Faculdade de filosofia. Quando jovem gostava de aproveitar o dia, o sol, o mar, era um amante da natureza, um homem boêmio que acreditava na sublimação do ser humano por meio de uma harmonização pelo intelecto, pela capacidade de dialogar do homem.  Assim Camus aspirava pela livre associação de argelinos e franceses.

Adere ao comunismo de forma pacifica e luta pela comunidade pobre da Argélia. Era então a época da Alemanha Nazista, a Italia fascista, uma Europa em plena polvorosa e Camus realizando palestras pelo seu partido ou coordenando peças de teatro. Aprofunda-se então nos seus estudos sobre o nada e algum tempo depois de sua graduação, separa-se de sua mulher.  Viaja para Lyon e depois a Praga,volta de viagem com a cabeça cheia de idéias e da início a escrita de sua obra “O estrangeiro”. Apaixonado pela arte, busca a vivência dela pem diversas formas como na criação e direção de peças de teatro. 

Era um homem preferia falar sobre a realidade que se dedicar a uma vida de política. Assim rompe com o comunismo e passa a atuar como jornalista com artigos a respeito da pobreza. Em 1942 conhece Sartre onde nasce uma amizade que morre com a publicação da obra camusiana o Homem Revoltado.  Um acidente de automóvel leva a vida do escritor em 1960, morrendo “jovem demais” como disse sua mãe.

1-                      O Absurdo

Inspirado em Malraux, Nietzsche, Kant, entre outros, Camus era existencialista, acreditava no ser humano e não na fé nem em Deus. Para ele as escolhas das pessoas dependem delas mesmas, o próprio agente  molda sua essência, ao contrario de uma idéia onde o homem é pré moldado. Assim, o homem é livre para escolher o que quiser desde que essa escolha seja algo, o homem é condenado a ser livre. Ele não se considerava um existencialista mas pregava a idéia do absurdo no qual a vida deveria ser visualizada como uma forma de relacionamento que existe entre o homem e o mundo, tendo a lucidez de compreender esse absurdo de relação, que é a existência. Assim, Camus entra para o time de escritores conhecidos como pensadores da literatura do desespero.

2-                      O Estrangeiro

A obra se baseia na historia de um homem que assassina um árabe e é condenado a pena de morte por meio de um júri popular por causa de sua maneira de conduzir sua vida. Meursault é o personagem principal da obra onde o autor o descreve como uma pessoa que não esperava muita coisa da vida mas que vivia a sua vida de forma intensa, aproveitando cada momento que para ele era único sem prévios pensamentos a respeito do futuro.

A sociedade impõe a concordância com as normas morais e sociais, mas Mersault não se importava com nada disso, vivia em seu próprio mundo sem se importar com a conseqüência do que fazia muito menos o que os outros pensariam a respeito de sua atitude.  Isso tudo o fazia aparentar ser um ser frio, sem sentimentos e indiferente a tudo até mesmo a sua própria mãe. A sociedade então o via  dessa forma, e ele em nenhum momento se preocupou em desmistificar essa concepção. Mersault não pretendeu mentir ou se justificar em seu tribunal e tampouco se penitenciou com a chegada do padre e manteve-se sempre livre dentro de seus próprios ideais.

3-                      O Julgamento

Em um dia lindo de sol o personagem principal da trama vai aproveitar seu dia de descanso na praia juntamente com  um casal de amigos e sua namorada. No caminho a praia os inimigos de Raimund, amigo de Meursault começam a segui-los e vão ate a praia atrás deles. Durante a  tarde ocorrem mais alguns encontros entre os adversários e em um dado momento do dia Raimund entrega sua arma a Meursault que o guarda consigo. Por conta do alto calor que fazia no local, o protagonista resolve caminhar pela praia porem da mesma maneira que o sol lhe tangia fortemente no dia do enterro de sua mãe, naquele momento a sensação era a mesma. Seus olhos viam o calor do deserto e sua mente ardia em congruência com os raios do sol. Eis que nesse momento surge um árabes deitado na areia dourada e ao ver Mersault levanta e deixa a mostra a lâmina prateada que vai direto de encontro aos olhos de Mersault. A reação deste é de extrema conturbação e em uma atitude atordoada pega a arma e dispara contra seu oponente. Ainda torpe continua e dispara mais quatro tiros.

Assim como todos os atos sem muita transcendência na vida de Mersault, para ele esse foi mais um ato sem expectativa nenhuma, onde ele não esperava e tampouco possuía raiva ou qualquer tipo de sentimento pela pessoa que assassinou.

Tem se assim um caso no qual o agente sendo ameaçado, pois o árabe já havia saído da cidade e ido até a praia por conta de vingança, encontra-se sozinho em um local deserto, com o homem que o estava ameaçando por toda a viagem e em um ato de defesa atira contra este.  Porém por conta de sua perturbação momentânea acabou por acertar mais quatro vezes a vitima.

Ora, o agente não tinha nenhuma relação de ódio com ninguém em sua vida, menos ainda com um ser desconhecido e tampouco agiu por ira. Porém, Meursault a vista da situação estava claramente transtornado o que constata assim a presença de animo âstenico sendo assim inexigível conduta diversa do agente, acaba então excluindo a culpabilidade do autor.

 

novembro 11, 2009

alice

novembro 9, 2009

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.

Clarice Lispector

outubro 29, 2009

Capelão: já lhe aconteceu de desejar outra vida?

Meursault: sim, assim como já me desejesou ser rico, nadar muito depressa ou ter uma boca melhor desenhada. Era da mesma ordem.

Capelão: Mas como você imaginaria essa outra vida?

Meursault: Imagino uma vida na qual pudesse me lembrar desta vida.

 

L’Étranger.

A. Camus

Mais para frente posto a análise, agora que terminei o livro de bom tom coloco uma passagem.

pq eu n moro no rio ou sp?

outubro 28, 2009

quote of the day

outubro 26, 2009

A nossa pálida razão esconde-nos o infinito.

Arthur Rimbaud

BABILONIA’S LIBRARY

outubro 26, 2009

freedomwy4

Ana Viana

VENTOS TROVEJANTES
RISOS ESVOAÇANTES
O SONO ESTA DISTANTE
DOS SONHOS CINTILANTES
A BUSCA INCESSANTE
DO ABUTRE REVOLTANTE
PELO EQUILIBRIO AGUÇANTE

Q SE VE RELUZENTE
NA VIDA TERRENA
DA ESTRUTURA MACIÇA
DA MENINA DOS OLHOS TAMARINDOS
NÃO SE ENCONTRA MAIS
NOS OLHARES INOCENTES
DAS CRIANÇAS CADENTES
DA VIDA FUGAZ E INFELIZ DOS HUMANOS ATRAS DAQUILO QUE NUNCA IRAO ENCONTRAR


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