
Por Ana Viana
O homem está condenado a ser livre. Talvez essa seja a mais célebre frase de Sartre. Sartre foi um filósofo francês, esquerdista, que chegou a recusar o premio Nobel por causa de sua militância. E sim, ele era o homem de uma das mulheres mais mulheres de todos os tempos: Miss. Simone de Beauvoir.
Jean Paul Sartre nasceu em 1906 e ainda neném perdeu o Pai, que contraiu uma doença em uma missão na conchinchina (sim, esse lugar pelo jeito existe). Foi então morar com os avós, onde dividia o quarto com a mamãe, mas a considerava mais sua irmã do que mãe. Quando se mudou para Paris começou a ter contato com leitura clássica, além dos quadrinhos, seu passatempo favorito. A partir dai começa a escrever pequenos textos. Faz faculdade de filosofia e se torna um membro popular no local, muito querido por todos. Ali, acaba escolhendo o grupo ateu e pacifista. Tenta seu primeiro mestrado e reprova, mas passa na segunda tentativa em primeiro lugar. Serve à segunda Guerra Mundial como meteorologista, após se alia a Resistência Francesa, torna-se amigo de Camus, mas rompe a relação publicamente anos mais tarde por Camus ser contra Stalin. Escreve o seu livro mais famoso “O ser e o nada” em 1943 e alguns anos depois se torna ativista no movimento comunista. Tais atos o renderam o renome de existencialista político. Conhecido como o intelectual engajado, Sarte busca colocar seu pensamento nos moldes marxistas. Em 1968, “o ano que não terminou”, ele fica ao lado dos estudantes nos movimentos estudantis (um dos maiores foi em o de maio em Paris). Colabora na elaboração de um dos jornais literários mais conceituados “La Liberacion”. Facele em 1980.
O SER EXISTENCIAL
Que o existencialismo já existia antes de Sartre, isso é fato. após a segunda guerra, para descrever suas filosofias, o filósofo resolveu classificá-las de alguma forma especifica, e a essa classificação ele chamou de existencialismo. Mas o que seria esse tal do existencialismo?
Inspirado em Nietzsche, Kant, Shopenhauer entre outros, Sarte era existencialista, acreditava no ser humano e não na fé, no Deus. o homem é condenado a ser livre. O que ele quis dizer com isso é que tudo depende de nós, de nossas escolhas, nós moldamos nossa essência, ao contrario de uma idéia onde o homem é pré moldado.
Conhecimento intelectual é diferente do conhecimento sensível. Ta mas o que isso tudo significa ein?? O que é esse tal de em si e para si? Vamos pegar um exemplo prático, como o explicado por Daniel Cariello no jornal literário Le monde Diplomatique ( era um caderno do jornal Frances Le monde, que ganhou vida própria)o Le Monde Diplomatique tem a sua versão brasileira e pode ser acessada pela internet. Mas vamos a explicação do si para siiiiii…
Segundo Daniel “o Em-si é um objeto qualquer que possui uma essência definida, criado para suprir uma necessidade, tipo um sanduíche de mortadela, uma calça capri ou uma bandeira do Vasco.
Já o Para-si cria as relações funcionais e temporais entre os seres Em-si. Por exemplo, é um sujeito que acorda, dá uma bocada no seu sanduíche de mortadela, veste a calça capri e pendura a bandeira do Vasco na janela.”
Se entendemos bem, o em si é aquele objeto “intelectual”, que pode ser definido pela lógica, razão, pelas ciências puras.. agora o conheciemnto sensível depende da experiência do ser.. da vida e das escolhas do ser. Por isso que Sartre falava que essa historia de penso, logo existo era tudo marmelada, a gente existe antes de tudo, e ai fazemos nossas escolhas, como seres pensantes. resumindo:a existência é anterior a essência.
O inferno são os outros.
Individualista ao extremo. Essa é a primeira coisa que se pode dizer sobre o existencialismo, alias, esse é o ponto em comum dos filósofos existencialistas, pois a sua filosofia varia muito de pensador à pensador.
Ele é tão pessimista, ele faz parte daquela leva de que o ser humano não vale nada, é um simples sopro diante da magnitude do universo bla bla bla, que para ele o ser humano vive tentando ser alguma coisa, mas a sua totalidade é aquilo que ele nunca vai alcançar, a não ser é obvio, quando morrer. Então somos seres incompletos que buscamos em vão por algo que nunca iremos encontrar me vida.